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Sendo avessa ao dogmatismo e ao espírito de seita, a doutrina espírita anima um movimento não proselitista que jamais se deixará engessar por interpretações reacionárias ou fundamentalistas. No ambiente espírita há de prevalecer o convívio fraterno, sustentado pelo diálogo respeitoso e inteligentemente aberto ao aprendizado com as opiniões divergentes, aliás, inevitáveis, uma vez que onde houver o espírito do Cristo, aí haverá a liberdade. A assimilação do vasto conteúdo informativo e formativo do espiritismo, indispensável à compreensão do que ele vem a ser, é apanágio daqueles que mergulham, profunda e demoradamente, nas águas lustrais do pensamento doutrinário. Eis que são requisitos essenciais ao correto entendimento da cosmovisão espírita:
Por sua vez, as instituições espíritas devem ser, além de casas de oração, escolas instigadoras da arte do livre pensar, e conscientizadoras de que só o saber pode emancipar espiritualmente o homem, tendo presentes que a cosmovisão espírita é uma ampla síntese do conhecimento humano, constituída por sólida base científica que alicerça um imenso edifício filosófico. Uma vez assimilado, o ideário espírita, cuja alma é o espírito da verdade, promove a maturação da religiosidade natural da criatura humana, a expressar-se na educação dos sentimentos e em efetiva e persistente ação no bem comum. A propósito, lembremos Kardec: "A bandeira que arvoramos bem alto é a do espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual somos felizes de ver desde já tantos homens se juntarem em todos os pontos da Terra, porque compreendem que está nela (...) o signo de uma nova era para a humanidade" (1861, O Livro dos Médiuns, cap. IX "in fine") O texto acima é uma parte do editorial
da revista A REENCARNAÇÃO, número 422,
editada pela FERGS, segundo o Boletim O
MENSAGEIRO, ano 15, número 107, desta Sociedade Espírita
Cacique de Barros, que o reproduziu e de onde foi copiado. |